Eventos extremos

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Temas e Indicadores

Temas são os objetos prioritários de estudos para a identificação dos padrões climáticos e seus efeitos sobre a saúde agrupados pelo Observatório

Indicadores são medidas que expressam ou quantificam um serviço, um insumo, um resultado, uma característica ou o desempenho de um produto, processo ou organização, gerando informações úteis à tomada de decisões. Os nossos indicadores foram definidos em reuniões com especialistas, gestores e sociedade civil. 

Impactos na saúde e caminhos para minimizar danos dos desastres

Popularmente conhecido como "desastre natural", um evento climático ou meteorológico extremo resulta de uma séria interrupção do funcionamento normal de uma comunidade ou sociedade, afetando seu cotidiano. Essa paralisação abrupta envolve, simultaneamente, perdas materiais e econômicas, assim como danos ao ambiente e à saúde das populações por meio de agravos1 e doenças que podem causar mortes imediatas e posteriores. Uma ocorrência do gênero torna o grupo afetado incapaz de lidar com a situação utilizando os próprios recursos, o que pode ampliar os prejuízos para além do lugar de sua eclosão.

Para que um evento desse tipo seja considerado um "desastre", é necessário um conjunto de fatores abrangendo condições físicas e sociais. Tais elementos, ao serem combinados, constituem-se nos chamados fatores de risco de desastres. Em outras palavras, um desastre não se realiza sem haver ameaças relacionadas à qualidade dos eventos físicos que podem ser gerados pela dinâmica da natureza. 

Os eventos climáticos e meteorológicos extremos, geralmente, são classificados como de origem hidrológica (inundações bruscas e graduais, alagamentos, enchentes, deslizamentos); geológicos ou geofísicos (processos erosivos, de movimentação de massa e deslizamentos resultantes de processos geológicos ou fenômenos geofísicos); meteorológicos (raios, ciclones tropicais e extratropicais, tornados e vendavais); e climatológicos (estiagem e seca, queimadas e incêndios florestais, chuvas de granizo, geadas e ondas de frio e de calor).

As mudanças ambientais e climáticas globais, que têm se intensificado nas últimas décadas, podem produzir impactos sobre a saúde humana com diferentes vias e intensidades. Algumas dessas transformações atingem de forma direta a população, como a ocorrência de secas, ondas de calor, furacões, tempestades e enchentes.

No Brasil, uma das fontes de dados sobre esses desastres são os decretos de situação de emergência ou de estado de calamidade pública reconhecidos pelo governo federal. A sistematização das informações permite identificar a ocorrência desses eventos, sobretudo, os de baixa intensidade, que já causam prejuízos sociais. Apesar das constatações, os municípios não chegam a decretar situação de emergência. Segundo especialistas, os dados devem ser complementados e comparados a registros de chuvas, ventos e níveis dos rios para refletir a variabilidade climática e suas tendências a médio e longo prazo. Além disso, é preciso acompanhar eventos de saúde (internações, notificações de agravos, mortes) que permitam avaliar o impacto desses desastres sobre a vida da população.