Brasília – Temendo perder completamente o controle da situação com o avanço do mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika, a presidente Dilma Rousseff convocou ontem uma reunião de emergência com os principais ministros da área, no Palácio do Alvorada. Antes, em agenda no Recife, capital do estado com maior número de casos de microcefalia, Dilma aproveitou o discurso de cerca de meia hora para pedir mais empenho da sociedade no combate ao Aedes aegypti, enquanto ainda não há uma vacina contra o vírus.
O Grupo Técnico da Dengue e Chikungunya e a Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) divulgaram, nesta sexta-feira (22), um novo boletim epidemiológico do município, que continua a registrar a redução do número de casos de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. No período de 11 a 16 deste mês, Maceió notificou um total de seis casos de dengue. Um óbito suspeito para a doença está sob investigação. Em 2015, no mesmo período, foram notificados 60 casos e dois óbitos confirmados por dengue.
Agentes de saúde encontraram focos do mosquito Aedes aegypti em 3% das 7,48 milhões de residências visitadas em todo o país desde o início de janeiro até esta quinta-feira (21). De acordo com o Ministério da Saúde, o número de casas vistoriadas representa 15,2% dos 49,2 milhões de dormicílios em áreas urbanas do país.
A pasta informou que oito estados não repassaram o balanço de visitas. Segundo o ministério, foram removidos todos os criadouros de mosquito encontrados.
Manter a cidade livre de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e o vírus Zika, é hoje a maior preocupação das autoridades do Distrito Federal (DF), de acordo com o diretor de Vigilância Ambiental, Divino Martins. Mas a tarefa também depende da população, segundo ele. “Muitas vezes falta o compromisso do morador em fazer a manutenção, apesar de a gente orientar, mostrar os problemas dentro do espaço dele”.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio anunciou que vai intensificar, a partir de abril, os cuidados e ações de prevenção para evitar o avanço da zika e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O objetivo é prevenir o avanço dessas moléstias durante os Jogos Olímpicos de 2016, que começam no dia 5 de agosto. O evento vai atrair para a cidade milhares de visitantes, do Brasil e do exterior.
Especialistas consultados pelo portal Uol acreditam que a intensificação das campanhas de combate ao mosquito Aedes Aegypti não será suficiente para evitar que o país enfrente uma epidemia de dengue, zika vírus e chicungunya nos próximos meses.
Apesar de ressaltarem a importância do combate ao Aedes para minimizar os danos, os especialistas afirmaram que não se trata, no entanto, de uma solução para o problema.
Em mais uma declaração polêmica, o Ministro da saúde Marcelo Castro, disse nessa segunda-feira (25) que o Brasil está perdendo "feio" no combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, zika e chikungunya.
A média é de 113 novos casos por dia. No mesmo período do ano passado, foram 15 notificações diárias; o aumento é de mais de 600%.
Genebra – O Brasil e os Estados Unidos planejam o desenvolvimento e a produção de uma vacina contra o zika vírus.
Segundo revelou ao jornal O Estado de S. Paulo o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Jarbas Barbosa, os dois governos devem costurar um acordo nesta semana, em Genebra.
A iniciativa ocorre no momento em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) emite um alerta de que a doença deve se espalhar pela maior parte do continente americano.
O departamento de entomologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco estuda se o vírus da zika e a febre chikungunya também podem ser transmitidos pelo mosquito culex, conhecido popularmente como muriçoca ou pernilongo, de acordo com os regionalismos. A pesquisa coordenada pela pesquisadora Constância Ayres, do projeto de vetores da instituição, pretende entender a rapidez com que se propaga a epidemia. A previsão é que a pesquisa seja concluída em três semanas.
Brasil deve se preparar para que o zika vírus se torne uma doença endêmica tanto em território nacional como em outros países de América Latina. O cenário é semelhante ao que ocorre com a dengue, que desde os anos 1990 teve o número de casos multiplicados na região.
Os casos de dengue no Rio de Janeiro subiram quase 100% em apenas uma semana. De acordo com a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde durante as quatro semanas epidemiológicas de 2016 (de 1º a 25 de janeiro de 2016), foram notificados 3.954 casos suspeitos de dengue no estado do Rio, sem nenhum óbito. Até a semana passada, tinham sido registrados 2.002 casos da doença, registrando aumento de 97,5% de sete dias para cá.
O Brasil completa nesse verão 30 anos de epidemias sucessivas de dengue. Desde 1986, o número de municípios com casos da doença saltou de 258 para 4.265 - 70% do total - segundo dados de 2015.
As enchentes que atingiram a cidade de Dom Inocêncio, no Sul do Piauí, em janeiro agora causam outra preocupação para as autoridades do município. Desde as inundações que tomaram várias ruas da cidade, a Unidade Básica de Saúde local tem recebido uma grande quantidade de pacientes com sintomas de diarreia e vômito.
Com a maior incidência de chuvas no Pará neste período do ano, conhecido como "inverno amazônico", aumenta a preocupação dos órgãos de saúde com a ocorrência de doenças como a leptospirose, transmitida às pessoas e animais domésticos que entram em contato com a água contaminada ou ainda diretamente com a urina de ratos doentes.
O surto do zika vírus evidenciou uma triste realidade: o Brasil vive uma “tragédia sanitária”. A constatação é da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que reúne médicos sanitaristas e faz parte do Conselho Nacional de Saúde.
Em um alerta, a Abrasco mostra que as condições de saneamento básico brasileiras ainda estão longe do ideal. No entendimento da associação, se o mínimo tivesse sido feito, o mosquito Aedes aeypti não teria se proliferado.
Autoridades em saúde pública de Machado (MG) investigam nesta sexta-feira (12) o que já é considerado um surto de vômito e diarreia. Segundo a direção do hospital da cidade, mais de 250 pessoas com os mesmos sintomas deram entrada na unidade desde a tarde desta quinta-feira (11). Segundo a Secretaria de Saúde, há uma suspeita que o problema possa ter sido causado pelo abastecimento de água da cidade.
Um novo estudo publicado nesta sexta-feira (12) na Science Advances mostra que o risco de falta de água no mundo é maior do que se imaginava. Segundo o estudo, conduzido por pesquisadores holandeses, pelo menos dois terços da população mundial vive em áreas que sofrem com forte escassez de água algum período do ano.
Em Suzano, no bairro do Rincão, a falta de saneamento básico prejudica a vida dos moradores e aumenta os riscos de dengue. O esgoto é jogado em um córrego, o que pode trazer riscos para a saúde. Além disso, as famílias não recebem água encanada.
O caminhão pipa da Prefeitura faz a entrega de água no bairro pelo menos três vezes por semana. Dayane Barbosa compartilha a caixa d´água com mais três famílias. “Para não faltar água temos que economizar e por isso temos dias certos para lavar as roupas. Nós lavamos no dia que o caminhão pipa vem. Se não dá, ou a gente fica sem água ou nós mesmos compramos um caminhão pipa.”
O surto de diarreia e vômito na cidade de Machado, no Sul de Minas, que levou mais de 500 pessoas ao pronto-socorro em um intervalo de apenas três dias, continua sendo um mistério. Após divulgar o resultado da análise da água nesta segunda-feira, o diretor da Saae de Machado, Ubiraci Prata Lima, afirma que nada de anormal foi constatado.