Doenças transmitidas pela água poluída e pelo saneamento ruim representam a quinta maior causa de mortes de mulheres em todo mundo, matando mais que a Aids, a diabetes ou o câncer de mama, revelaram pesquisadores.
A análise do grau de poluição de 111 rios brasileiros chegou a uma conclusão alarmante, nesses tempos de crise hídrica. Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, em 21 rios, a água tem qualidade tão ruim que não pode ser usada para o consumo mesmo depois de passar por tratamento.
Ciclo hidrológico do rio Negro no Porto de Manaus: valor médio, desvio padrão, mínimo e máximo de dados históricos do nível d’água (de 1903 a 2014). Em destaque estão as grandes cheias anteriores, e em vermelho a enchente de 2015.
A Vigilância Sanitária Municipal determinou que a partir de hoje (17) os caminhões-pipa, no Rio de Janeiro, terão que obedecer a uma série de procedimentos para serem abastecidos pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), e recomenda atenção do consumidor para algumas medidas, como fazer teste para verificar o residual de cloro na água, na hora da entrega
A água corresponde a 75% do planeta. Só que a maior parte dela, 97%, está nos oceanos. Dos 3% restantes, mais de 2% estão nas geleiras e menos de 1% em rios e lagos. Temos muita água na Terra, mas ela é mal distribuída. O mesmo acontece no Brasil, que, apesar de possuir 12% de toda a água doce do Mundo, 80% estão na região Amazônica.
A solução para reduzir os impactos negativos da seca está no próprio semiárido. É o que demonstram diversas famílias e comunidades cearenses que conseguem fazer bom uso dos recursos que ficam escassos nos meses de estiagem. E muita coisa é feita ali, ao lado das casas. O agricultor João Firmino, 85 anos, desceu a serra de Baturité, no centro-norte do Ceará, na década de 1950 para viver no Sertão Central (historicamente considerada a área mais árida do estado) e conta que, naquela época, não faltava serviço. Para ter água em casa, entretanto, era preciso sair às duas da madrugada em direção a um açude.
Um novo relatório divulgado pelas Nações Unidas nesta sexta-feira (20) afirma que, se nada for feito, as reservas hídricas do mundo podem encolher 40% até 2030 e, por isso, é preciso melhorar a gestão deste recurso para garantir o abastecimento da população mundial.
O documento, elaborado pela agência da ONU para Educação, Ciência e Cultura, a Unesco, aponta ainda que 748 milhões de pessoas no planeta não têm acesso a fontes de água potável.
O bioma que ocupa um quarto do território brasileiro não tem rios de grande vazão, mas concentra nascentes que alimentam oito das 12 grandes regiões hidrográficas brasileiras. Especialistas consideram o cerrado como o berço das águas, já que nele estão localizados três grandes aquíferos – Guarani, Bambuí e Urucuia –, responsáveis pela formação e alimentação de importantes rios do continente. Para esses pesquisadores, a preservação da vegetação do cerrado é fundamental para a manutenção dos níveis de água em grande parte do país.
O dia 22 de março é o ‘Dia Mundial da Água’. E para mostrar a importância desse recurso tão precioso, o Fantástico percorreu uma região do Brasil que vive em estado de emergência. Justamente pela falta d’água. São quase mil cidades nesta situação.
Exércitos de caminhões-pipas tentam amenizar o problema, poços são perfurados em busca de água e até uma cidade que foi inundada nos anos 70 para a criação de uma hidrelétrica reapareceu por causa da seca.
Imagine uma quantidade de água subterrânea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, está localizada na parte brasileira da Amazônia e é praticamente subutilizada.
Até dois anos atrás, o aquífero era conhecido como Alter do Chão. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) apontaram para uma área maior e nova definição.
Nesta sexta (20), a Agência Nacional de Águas (ANA) lançou o site Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil (conjuntura.ana.gov.br). Também apresentou o ‘Seminário Segurança Hídrica para o Desenvolvimento Sustentável’, evento em virtude do Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22).
Na abertura do evento, o diretor de Planejamento da Bacia do Murray-Darling, Marlos de Souza, apresentou como é realizada a gestão de recursos hídricos na Austrália e como o país incentiva o uso racional da água.
A água pode afetar a saúde da população tanto devido a contaminação, quanto a doenças que podem ser transmitidas pela água. O médico infectologista, Jaime Rocha, lembra que durante as enchentes, as águas podem ficar contaminadas com fezes e degetos, e com isso, trazer doenças como lepitospirose, diarréia e hepatites.
Sujeira, entulho, lama, lixo, mau cheiro e dificuldade para caminhar por ruas que antes eram lugar das crianças brincarem. Com a vazante do Rio Acre, na capital acreana, o cenário encontrado nas ruas dos bairros atingidos pela enchente histórica é de total destruição, tristeza e sujeira. De acordo com a prefeitura, quase 10 mil toneladas de lixo, entulho e lama já foram retirados das ruas e avenidas do Centro da capital. Aos poucos, as famílias que saíram de casa devido à enchente retornam e se deparam com os entulhos dentro das residências.
Na semana em que foi comemorado o Dia Mundial da Água – em 22 de março – o Projeto Olho D Água, realizado em parceria entre Cocari e Nortox, recuperou a nascente de número 500. Lançado em novembro de 2009, o Projeto Olho D’Água nasceu da preocupação com a qualidade da água consumida pelas famílias dos produtores rurais na área de ação da cooperativa. A nascente de número 500 fica na propriedade de Sonia Regina Durão Gouveia e Valterlei Alves Gouveia, em Cruzmaltina, e a restauração ocorreu nesta quarta-feira (25/03). A iniciativa para a realização do projeto contribui para a preservação de rios e mananciais, garantindo água limpa para consumo e uso nas atividades agrícolas. Antes de restauradas, além da baixa vazão, as minas também não apresentam condições necessárias de higiene, podendo trazer até mesmo problemas de saúde pelo consumo de água de má qualidade.
Quase cinco anos após a implementação de unidade modelo de dessalinização da água, a comunidade rural de Minuim, no sertão baiano, venceu parte dos desafios. O acesso à água potável diminuiu a diarreia entre crianças e também permitiu que elas se dedicassem mais aos estudos. No entanto, de acordo com a própria comunidade, falta maior conscientização para que a população aproveite melhor os recursos disponíveis.
A subida natural das águas do Rio Negro este ano em Manaus deve atingir a máxima de 29,59 metros, sendo assim a quarta maior da história, conforme primeira previsão divulgada pelos órgãos de controle nesta terça (31). Atualmente, a o nível do rio em Manaus está em 26,77 m.
O nível do Rio Itapetininga, em Itapetininga (SP), passa dos 4,3 metros em alguns trechos com as últimas chuvas. A água chegou até a invadir alguns ranchos nas proximidades. Em dois meses, o nível do rio aumentou mais de 3 metros, quando em janeiro atingiu 60 centímetros no Bairro Porto Velho.
Enquanto o governo federal anuncia que 56 cidades do Nordeste estão em "colapso hídrico", poços jorram água que acaba desperdiçada no Piauí, estado com um terço do território no polígono da seca. Obras poderiam ser feitas para abastecer mais de 50 cidades, mas o projeto não saiu do papel.
O Rio Madeira subiu 2 centímetros e marcou 15,90 metros nesta quinta-feira (2), em Porto Velho, segundo dados da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM). Apesar da queda nos últimos dias, o nível ainda é um dos menores registrados desde o dia 20 de fevereiro, quando marcou 15,86 metros. A cota está 1,18 metros mais baixa que no dia 14 de março, quando o rio atingiu 17,04 metros, pico máximo neste ano. A média histórica para o dia é de 15,44 metros. Em 2014, quando aconteceu a cheia histórica, nesta mesma data, as águas atingiram 19,62 metros.
A chuva que caiu sobre as represas do Sistema Cantareira nas últimas horas fez o nível voltar a subir nesta segunda-feira (6) em 0,1 ponto percentual. O Cantareira agora opera com 19,4% da capacidade, segundo boletim da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).