São Paulo planeja retirar mais água da Represa Billings, na Zona Sul de São Paulo, para reforçar os sistemas Guarapiranga e Alto Tietê. A medida integra um pacote de ações para amenizar a falta d’água no estado. Mas, quais os impactos e as possibilidades para o uso da represa? Ela pode salvar os clientes da Sabesp que dependem do Cantareira?
O Brasil está a viver uma situação de seca sem precedentes, com a escassez de água a deixar os sistemas de abastecimento das maiores cidades do país à beira do colapso, e a fazer disparar o risco de apagões e cortes de energia, uma vez que cerca de 80% da produção brasileira é hidroeléctrica.
A crise da água está prestes a chegar a proporções catastróficas. E, agora, a escassez deste recurso natural pode resultar em violência, guerras, saques. O desastre humano pela falta dos recursos naturais. É o que diz a prefeitura de São Paulo, de acordo com coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo de 29 de janeiro, com o sugestivo título de: Prefeitura de São Paulo teme violência e saques por falta de água.
A Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução temporária, até o dia 28 deste mês, do limite mínimo de vazão à barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, de 190 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Santa Cecília para 140m³/s, devido à seca que atinge a Região Sudeste.
Nesse final de ano a população paulistana sofre os graves efeitos de um verdadeiro paradoxo hídrico, uma crise de fornecimento de água tratada por decorrência do esgotamento de seus sistemas de captação e o retorno do flagelo das enchentes urbanas por decorrência do fracasso dos programas que vêm sendo adotados para seu combate.
Moradores das área rurais de Itupeva (SP) e em Cabreúva (SP) ainda sentem o reflexo da forte estiagem que atingiu a região em 2014. Isso porque os poços artesianos estão secos. A saída para muitos moradores da área rural é a água levada pela Defesa Civil e também armazenar água das chuvas.
Para entender como e por que o capitalismo verde avança sobre os territórios indígenas e das populações tradicionais é necessário reconhecer os paradoxos da água. Ou seja, a água é vida e morte, liberdade e escravidão, esperança e opressão, guerra e paz. A água é um bem imensurável, insubstituível e indispensável à vida em nosso planeta, considerada pelo Artigo 225 da Constituição Federal, bem difuso, de uso comum do povo.
Moradores da Zona Oeste do Rio estão sem água há mais de um mês
Apesar de não ter abastecimento, contas estão chegando para região.
De acordo com moradores, inúmeros contatos já foram feitos com Cedae.
O nível dos seis conjuntos de reservatórios que abastecem a Grande São Paulo caiu nesta segunda-feira (12), informa a Sabesp. No principal deles, o Cantareira, que atende a 6,5 milhões de pessoas, a falta de chuvas interrompeu dois dias de estabilidade e o volume baixou de 6,6% para 6,5% desde domingo.
Entre os demais sistemas, a maior queda em pontos percentuais foi registrada no Rio Claro, que recuou de 27,9% para 27,5%.
Não há previsão de chuvas para o Rio de Janeiro nos próximos dias. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou uma massa de ar quente está estacionada sobre o estado – como também na região Sudeste, parte do Nordeste e Centro-Oeste –, o que impede a formação de chuvas. O Inmet explicou que as temperaturas estão acima das esperadas.
Revista Pesquisa FAPESP – A Amazônia não é apenas a maior floresta tropical que restou no mundo. Esse sem-fim de verde entrecortado por rios serpenteantes de tamanhos e cores variados também não se limita a ser a morada de uma incrível diversidade de animais e plantas.
A floresta amazônica é também um motor capaz de alterar o sentido dos ventos e uma bomba que suga água do ar sobre o oceano Atlântico e do solo e a faz circular pela América do Sul, causando em regiões distantes as chuvas pelas quais os paulistas hoje anseiam.
Algumas regiões do Grande Rio estão sofrendo com a falta dágua neste verão. Na madrugada desta quinta-feira (15), a equipe de reportagem do Bom Dia Rio flagrou moradores do Recreio dos Bandeirantes se arriscando para pegar água em um córrego ao lado de jacarés.
A Agência Nacional de Águas (ANA) autorizou nesta sexta-feira (16) as obras de interligação da bacia do rio Paraíba do Sul com o Sistema Cantareira, que abastece a população da região metropolitana de São Paulo. O aval foi dado por um grupo de trabalho criado na ANA, com representantes dos governos de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, para discutir soluções para a crise da falta de água em municípios paulistas.
A falta de água nos reservatórios e a falta de chuva consistente sobre São Paulo desde o início de verão tem frustrado a recuperação dos reservatórios da Grande São Paulo. Desde a semana do Natal tem ocorrido apenas temporais isolados , que vem sendo insuficientes para provocar a elevação do Cantareira - o maior reservatório que abastece a região metropolitana. Neste sábado, segundo dados da SABESP, o Sistema está em apenas 6,0% de sua capacidade total.
Já há algum tempo estamos sendo bombardeados diariamente com as notícias sobre o drama da população de São Paulo. Um debate que, a princípio, teve contornos políticos por causa do processo eleitoral e se achava que teria fim em pouco tempo. Contudo, as eleições se foram, as chuvas teimam em castigar a Capital paulista e, agora, chegou a notícia que todos temiam, isto é, o racionamento anunciado pelo governador Geraldo Alckmin como fator essencial para distribuição da água. Um quadro lastimável que, nos seus graves contornos, serve para emitir um alerta fulminante a todos nós: é preciso se criar urgentemente a consciência de respeito os recursos hídricos e, como demais, dos recursos ambientais.
As altas temperaturas em um verão atípico, com pouca chuva e ocorrências de precipitações apenas em áreas isoladas, vêm agravando a situação do abastecimento na capital paulista e nos municípios vizinhos. No pior cenário de seca de todos os tempos, caíram os volumes de água armazenados nos seis sistemas administrados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Historicamente, os meses de dezembro e janeiro são aqueles que registram o maior volume de chuva em Minas Gerais. No entanto, essa situação mudou: nos últimos dois meses o índice pluviométrico ficou bem abaixo do previsto pela meteorologia, repetindo o que ocorreu entre outubro de 2013 e março de 2014.
Segundo o meteorologista da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), Geraldo Paixão, em dezembro passado choveu apenas 64% da média histórica para o mês no Estado. Já em janeiro não houve registro de chuva significativa em boa parte de Minas Gerais e a estimativa é que o mês feche com chuvas em torno de 30% do esperado.
O grupo criado pela Agência Nacional de Águas (ANA) para discutir a bacia do rio Paraíba do Sul aprovou, na última sexta-feira (16), as conclusões do Relatório Conjunto que trata da segurança hídrica da Bacia e da viabilidade hidrológica da interligação, no estado de São Paulo (SP).
Novos edifícios residenciais com mais de quatro pavimentos e prédios não-habitacionais com mais de 400 metros quadrados de área coberta são obrigados a possuir áreas verdes nos tetos e reservatórios para o acúmulo de água no Recife. Desde a última sexta-feira (16), quando a lei dos telhados verdes foi oficializada, as licenças de construção só são liberadas pela prefeitura se atender às novas regras. Outras duas leis visando ao desenvolvimento sustentável foram homologadas na ocasião.
No interior de São Paulo, a falta de chuva chegou a um ponto que os poços artesianos estão secando. Tem até piscina virando caixa d´água. O poço artesiano, que sempre foi a alternativa para o abastecimento para quem vive no campo, já não tem mais utilidade. A bomba não consegue puxar água para completar a caixa da casa.